quinta-feira, 25 de março de 2010

Sociólogo sugere emenda anticensura

Demétrio Magnoli abriu seminário sobre liberdade de imprensa na América Latina

Daniel Bramatti

O sociólogo Demétrio Magnoli disse ontem que o Brasil poderia evitar casos de censura à imprensa impostos pela Justiça se tivesse em sua Constituição uma emenda que proibisse claramente qualquer entrave à liberdade de expressão.

Magnoli proferiu a conferência inaugural do seminário Liberdade de Expressão/Direito à Informação nas Sociedades Contemporâneas da América Latina, promovido pela Fundação Memorial da América Latina.

O estudioso fez um relato sobre a doutrina do "terrorismo midiático", propagada, segundo ele, por governos e partidos identificados com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Essa doutrina, delineada em evento patrocinado por Chávez em 2008, estabelece que a informação deve ser "objeto de políticas públicas permanentes", ou seja, submetida a controles estatais.

O governo brasileiro, segundo Magnoli, não adota a tese do terrorismo midiático e respeita a liberdade de imprensa "quase o tempo todo". "O presidente Lula reclama da imprensa, como todos os demais, mas isso é um sinal de que a imprensa é livre." Para o sociólogo, porém, a doutrina é predominante no PT, "partido que vive um processo de restauração stalinista".

Supremo. O sociólogo se referiu a uma possível mudança na Constituição ao comentar a censura ao Estado, determinada pela Justiça há 237 dias. Para ele, o País poderia se inspirar em lei norte-americana que proíbe expressamente o Congresso de legislar sobre mecanismos que imponham censura prévia à imprensa.

"No caso do Estado, o STF não julgou o mérito, ou seja, não avaliou se é ou não um caso de censura. Quando isso acontecer, creio que haverá uma vitória para a liberdade de expressão", disse Magnoli.

FONTE: http://www.estadao.com.br/

Site do Google em Hong Kong sofre "censura intermitente"

24/03/2010

Da France Presse


O site do Google em Hong Kong, para o qual os internautas chineses estão sendo dirigidos, sofre uma "censura intermitente", declarou nesta quarta-feira um responsável pelo grupo de Internet, Alan Davidson, durante audiência no Congresso dos Estados Unidos.
Dois dias depois da decisão do Google de deixar de censurar sua ferramenta de busca Google.cn, para redirigir o tráfego para um servidor situado fora da China continental, Anderson afirmou estar "consciente de que o governo chinês pode, a todo momento, bloquear o acesso a nossos serviços". "Já vimos censura intermitente em algumas buscas, tanto no Google.com.hk como no Google.com".
Enquanto as autoridades chinesas afirmam que o gigante americano da informática Google violou "uma promessa escrita" adotada quando começou a oferecer seus serviços no país em 2006, Anderson assegurou que a empresa era, ao contrário, fiel ao compromisso adquirido na época.

China assume censura após saída do Google

24/03/2010

Decisão da empresa de fechar site no país e deixar de limitar pesquisas não facilita acesso de chineses a informações sensíveis, como sobre o Tibete

Cláudia Trevisan, correspondente em Pequim

A decisão do Google de fechar seu site na China e deixar de censurar os resultados de suas buscas não aumentou o acesso dos internautas chineses a informações proibidas pelas autoridades de Pequim. O Google deixou de praticar a censura, mas o governo chinês, não.

A diferença é que antes o site tinha a obrigação de incorporar a seu sistema de buscas os filtros impostos pelas autoridades locais - ou seja, a censura era "terceirizada" para a empresa. Agora, o bloqueio é realizado pelo mecanismo oficial que impossibilita a abertura dos milhares de sites que trazem informações "sensíveis", como a independência do Tibete ou a defesa do pluripartidarismo.

A prática da censura foi uma das condições aceitas pela companhia americana para entrar na China, em 2006, e criar o google.cn, específico para os chineses. Ontem, esse site deixou de existir e seus usuários passaram a ser redirecionados para o google.com.hk, com sede em Hong Kong. Apesar da nova roupagem, as restrições de acesso às informações continuaram a ser as mesmas, em razão da "grande muralha de fogo" erguida em torno da internet. Os limites da censura não são claros e páginas que podem ser abertas em um período deixam de ser acessíveis em outros. Ontem, a muralha parecia estar mais alta que o usual.

A pesquisa com o nome da seita "falun gong", banida pelo governo chinês nos anos 90, trazia como resposta uma página em branco e a mensagem "O Internet Explorer não pode exibir a página da Web". O tema é sensível, mas há períodos em que pelo menos os resultados da busca aparecem - só que os links exibidos não podem ser abertos. No google.cn, a mensagem que era exibida como resultado de buscas bloqueadas era "de acordo com leis, regulamentos e políticas locais, parte da pesquisa não pode ser mostrada".

O Google concordou em aceitar a censura porque estava tendo dificuldades em expandir sua presença na China. Muitos usuários acreditavam que o site tinha problemas de conexão quando buscavam algo bloqueado.

Reação. O governo de Pequim tentou ontem amenizar o impacto da decisão do Google de fechar seu site chinês e caracterizou o movimento como algo puramente comercial. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Qin Gang, afirmou que o fato não deve abalar as relações entre a China e os EUA, a menos que "alguém politize a questão".

Na sexta-feira, quando o fechamento do google.cn parecia iminente, o jornal oficial China Daily publicou reportagem segundo a qual os EUA estão utilizando a decisão da empresa para endurecer sua posição em relação à China.

Para Pequim, o fato de uma das maiores empresas do mundo deixar o país sob o argumento de não ter um ambiente propício ao desenvolvimento de seus negócios é um desastre de relações públicas. O dano é ainda maior por se tratar de uma das companhias mais inovadoras do planeta - qualidade que as autoridades chinesas querem atrair cada vez mais para o país.

O Google enfrentará um período de incerteza sobre seu futuro na China, onde há quase 400 milhões de internautas, a maior população online do mundo. "Não se sabe qual será a consistência do serviço que será prestado a partir de Hong Kong e ninguém sabe se o Google será bloqueado ou não na China continental", afirmou Cao Junbo, analista-chefe da consultoria iResearch.

O governo chinês pode simplesmente impedir o acesso a todos os serviços prestados pelo Google a partir do exterior, mas é pouco provável que isso ocorra, pelo menos no curto prazo. A decisão seria extremamente prejudicial para pesquisadores e professores universitários que buscam informações científicas por meio do site americano.

Levantamento realizado pela revista Nature junto a 784 cientistas chineses indicou que 80% deles se valem do Google regularmente para busca de estudos acadêmicos. Divulgada no início do mês, a pesquisa mostrou ainda que 48% dos cientistas acreditam que seus esforços de pesquisa serão "significativamente" prejudicados se eles perderem acesso ao Google.


PARA ENTENDER


O Google começou a funcionar na China em 2006 e, desde então, o site conquistou a fidelidade de um terço dos mais de 350 milhões de internautas do país. O avanço da empresa sobre um setor considerado sensível pelo regime de Pequim fez com que as autoridades exigissem que o site praticasse a autocensura como condição para continuar operando na China. Na época, o site recebeu críticas de ONGs de direitos humanos, que o acusaram de submeter-se à censura de um país sem liberdade de expressão. Os problemas entre o Google e a China começaram em janeiro, quando a companhia acusou o governo chinês de ter promovido um ataque cibernético contra o site.

FONTE: http://www.estadao.com.br

Google pula a muralha da China

24/03/2010

Em disputa com o governo chinês, gigante de buscas desvia servidores e dribla a censura

Desde início do ano, uma nova “Guerra Fria” vem sendo travada na Internet. Dessa vez, as potências envolvidas são Google e o governo da China , que exige a censura a conteúdos que Pequim considera indesejáveis. O confronto pode levar a saída do gigante de buscas do país. O Google anunciou que as buscas feitas em seu site na China (Google.cn) seriam redirecionadas para os servidores em Honk Kong (Google.com. hk), sem a censura exigida pela China.

Em janeiro, contas do Gmail de ativistas chineses foram invadidas. Autoridades chinesas afirmam que o ataque partiu de duas escolas e não estava envolvido. Entretanto, o resultado das investigações não agradou ao Google, que começou a operar na China em 2006. O novo capítulo foi o redirecionamento para Honk Kong, pulando o muro de censura. Antes, temas como o Massacre da Paz Celestial e a invasão ao Tibet não apareciam em consultas feitas pelos internautas chineses.

“Encontrar uma maneira de cumprir a nossa promessa de impedir a pesquisa censurada no Google.cn foi difícil. Queremos que nossos serviços sejam acessíveis para o maior número possível de pessoas no mundo”, escreveu David Drummond, Vice-presidente sênior do Google no blog da empresa.

Quem acompanha com grande interesse a crise são os concorrentes Bing, da Microsoft, e Baidu, mecanismo de busca preferido pelos chineses. Números apontam que o Google detém 36% do mercado dentro do país asiático contra 58% do serviço local.

Briga no Adwords

O Google venceu esta semana uma disputa que se arrastava na Justiça desde 2005 com a Louis Vuitton, grife francesa de artigos de luxo e dona de marcas como Louis Vuitton, Moet&Chandon, Dior, entre outras. A alegação é de que o Google, ao permitir no sistema de links patrocinados Adwords a compra por qualquer pessoa de palavras-chaves que correspondem a marcas registradas, estaria violando patentes. Em primeira instância, a filial francesa do Google foi condenada em 300 mil euros (cerca de R$ 730 mil). Ontem, a Corte Europeia decidiu que o Adwords não afeta a competição. Em seu blog, o Google afirmou que a decisão reconhece um princípio fundamental para a livre circulação de informação na Internet. E lembrou que proíbe a propaganda de produtos falsificados.

FONTE: http://odia.terra.com.br

terça-feira, 23 de março de 2010

Artista plástico reproduz sua nudez em escultura e é censurado no Vietnã

Phuong Vu Manh só queria mostrar sua arte.
Obra foi retirada do Centro Cultural Francês em Hanoi.


O artista plástico Phuong Vu Manh foi convidado a retirar uma escultura que reproduz sua nudez do Centro Cultural Francês, em Hanoi, no Vietnã, por recomendação das autoridades locais.

Segundo diplomatas franceses que administram o espaço, não se trata de uma censura, apenas um “problema administrativo”.

Com a ajuda de um amigo, Vu Manh colocou a escultura na garupa de uma moto e a retirou do centro cultural.

FONTE: http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro

China bloqueia acesso ao Google de Hong Kong

O governo da China restringiu o acesso da população que vive na área continental do país ao serviço de buscas do Google hospedado em Hong Kong, informa o New York Times.

Trata-se de uma resposta à tentativa da empresa norte-americana de driblar a censura no país asiático. Ontem (segunda-feira, 22), o Google passou a redirecionar os acessos ao www.google.cn (que são filtrados, devido a um acordo com governo local) para o site www.google.com.hk, hospedado em Hong Kong e não censurado.

Agora, os habitantes da área continental da China não têm mais acesso ao site não censurado, como ocorreu ontem. Os computadores do governo “ou desabilitaram completamente as buscas para conteúdo objetável ou bloquearam os links para certos resultados”, relata o New York Times.

O leitor deste blog José Carlos Salvagni observou, em comentário registrado abaixo, que o Google, ”é um grande investidor em tecnologia junto às principais universidades da China”, junto com outras empresas norte-americanas como Microsoft e Intel, segundo relatou o New York Times há um mês. O Radar Econômico agradece a participação de Salvagni.

FONTE:
http://blogs.estadao.com.br/

Google deve deixar China em abril, afirma jornal

19/03/2010

AE - Agencia Estado


O Google vai fechar seus negócios na China em abril, segundo informou hoje o jornal "China Business News", que citou uma fonte ligada à companhia. O diário afirmou também que o Google pode anunciar os detalhes de sua saída do país na segunda-feira. Não ficou claro, no entanto, se o Google vai fechar partes ou todas as suas operações na China.

De acordo com outras informações divulgadas pela imprensa, no sábado, o Google decidiu encerrar seu mecanismo de busca na China depois que negociações com o governo sobre a censura que o país asiático exerce sobre o conteúdo da internet chegaram a um impasse. Segundo uma fonte citada pelo jornal britânico Financial Times, o Google poderia deixar a China já no curto prazo, mas provavelmente aguardaria um pouco mais para que a saída fosse organizada, e a empresa pudesse tomar medidas que protegessem seus funcionários locais de represálias do governo.

Há uma semana, a China advertiu o Google - que tem uma participação de 30% no mercado local - sobre as consequências de não obedecer as leis do país. A empresa estuda também formas de manter outras operações no país, mas os executivos temem que a pressão das autoridades chinesas torne praticamente impossível sua permanência no país, afirmou o Financial Times.

Os demais negócios da empresa na China, anteriores ao lançamento do site Google.cn, há quatro anos, incluem um centro de pesquisa na capital Pequim e uma equipe de vendedores de anúncios. O conflito entre a China e o Google começou há dois meses, quando o site ameaçou deixar o mercado chinês após denunciar um ataque de hackers chineses contra contas de e-mail de dissidentes, jornalistas e empresários. Com informações da Dow Jones.

FONTE: http://www.estadao.com.br