quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Justiça censura Estado e proíbe informações sobre Sarney

31/07/09

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo

Gravações em áudio proibidas revelaram ligações do presidente do Senado com os atos secretos da Casa
BRASÍLIA - O desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), proibiu o jornal O Estado de S. Paulo e o portal Estadão de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso judicial, que pôs o jornal sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) - que está no centro de uma crise política no Congresso.
O pedido de Fernando Sarney chegou ao desembargador na quinta-feira, no fim do dia. E pela manhã desta Sexta-feira a liminar havia sido concedida pelo magistrado. O juiz determinou que o Estado não publique mais informações sobre a investigação que a Polícia Federal faz sobre o caso.
Se houver descumprimento da decisão, o desembargador Dácio Vieira determinou aplicação de multa de R$ 150 mil - por "cada ato de violação do presente comando judicial", isto é, para cada reportagem publicada.

Multa

O pedido inicial de Fernando Sarney era para que fosse aplicada multa de R$ 300 mil em caso de descumprimento da decisão judicial.
O advogado do Grupo Estado, Manuel Alceu Afonso Ferreira, avisou que vai recorrer da liminar. "Há um valor constitucional maior, que é o da liberdade de imprensa, principalmente quando esta liberdade se dá em benefício do interesse público", observou Manuel Alceu. "O jornal tomará as medidas cabíveis."
O diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, afirmou que a medida não mudará a conduta do jornal. "O Estado não se intimidará, como nunca em sua história se intimidou. Respeita os parâmetros da lei, mas utiliza métodos jornalísticos lícitos e éticos para levar informações de interesse público à sociedade", disse Gandour.
Os advogados do empresário afirmam que o Estado praticou crime ao publicar trechos das conversas telefônicas gravadas na operação com autorização judicial e alegaram que a divulgação de dados das investigações fere a honra da família Sarney.
‘Diálogos íntimos’
Os advogados que assinam a ação - Marcelo Leal de Lima Oliveira, Benedito Cerezzo Pereira Filho, Janaína Castro de Carvalho Kalume e Eduardo Ferrão - argumentam que uma enxurrada de diálogos íntimos, travados entre membros da família, veio à tona da forma como a reportagem bem entendeu e quis. Sustentam também que, a partir daí, em se tratando de família da mais alta notoriedade, nem é preciso muito esforço para entender que os demais meios de comunicação deram especial atenção ao assunto, leiloando a honra, a intimidade, a privacidade, enfim, aviltando o direito de personalidade de toda a família Sarney.

Portal

As gravações revelaram ligações do presidente do Senado com a contratação de parentes e afilhados políticos por meio de atos secretos. A decisão do desembargador Dácio Vieira faz com que o portal Estadão seja obrigado a suspender a veiculação dos arquivos de áudio relacionados à operação.

FONTE: http://www.estadao.com.br

"Anjos e Demônios" espera autorização na China para estrear


"Anjos e Demônios" aguarda autorização da censura chinesa para estreia, mas conflito em região do país pode adiar decisão

27/07/2009

da Efe, em Pequim

A China ainda não autorizou a estreia do filme "Anjos e Demônios", protagonizado por Tom Hanks, devido a atrasos relacionados com os distúrbios étnicos registrados no oeste do país.

O longa, dirigido por Ron Howard, teve problemas desde sua filmagem em Roma por causa do roteiro, já que consiste em um suspense no qual uma irmandade secreta, os Illuminati, conspira contra o Vaticano, uma trama revelada pelo especialista em simbologia Robert Langdon (Hanks).

"Submetemos 'Anjos e Demônios' à censura [chinesa] no final de abril e seguimos à espera de que nos dê uma resolução', disse a vice-presidente e diretora geral da Sony Pictures na China, Li Chow.

Fontes ligadas à censura chinesa, que só aprova 20 fitas estrangeiras com bilheteria dividida ao ano, disseram que, embora o filme estivesse pronto para estrear após ser apresentado no Festival de Xangai, os tumultos de Xinjiang atrasaram de forma indefinida o processo de aprovação.

A região no oeste da China foi palco, este mês, de confrontos entre muçulmanos da etnia uigur e chineses, nos quais morreram mais de 200 pessoas.

Uma porta-voz da Administração Estadual de Rádio, Cinema e Televisão (SARFT, na sigla em inglês), órgão responsável por liberar os filmes, que não quis se identificar, se recusou a fazer comentários sobre o atraso da estreia do filme e negou qualquer vínculo com as revoltas étnicas de Xinjiang.

FONTE: www.folha.uo.com.br



Censura "esconde" crise e precariedade no atletismo brasileiro

19/07/2009


JOSÉ EDUARDO MARTINS
da Folha de S.Paulo

A maior parte da delegação brasileira que vai disputar o Mundial de atletismo, entre os dias 15 e 23 de agosto, em Berlim, não teve um local adequado para se preparar neste ano.

Dos 32 classificados para o torneio, 14 treinam diariamente na deteriorada pista do estádio Ícaro de Castro Melo, no Ibirapuera, em São Paulo. Com sete anos de uso, o piso perdeu parte da superfície de borracha e causa ainda mais impacto. As más condições colocam em risco os atletas, que ficam mais sujeitos a contusões.

De acordo com alguns competidores, que não quiseram ter seus nomes identificados, a precária situação não foi divulgada antes por medo de retaliação dos administradores. O temor era uma possível proibição da entrada dos atletas no local.

Questionado, o diretor do complexo, Eduardo Anastasi, negou a coação. "Imagina, não estou fazendo qualquer tipo de censura. Não existe isso de a gente bloquear", afirmou.

"No início do ano passado, o presidente da Federação Paulista de Atletismo [José Antonio Fernandes] pediu para implantarmos um sistema para só poder entrar no estádio quem tivesse carteirinha de federado. Aí, chegaram seis atletas não identificados. Tiveram de pegar uma autorização e foram reclamar na imprensa. Fizemos isso para manter o controle", completou Anastasi.

O orçamento para a reforma, já liberado pelo governo do Estado, é de R$ 13 milhões para este ano. Em 2010, serão investidos R$ 22 milhões, mais R$ 1 milhão em 2011, quando todo o complexo deve ficar pronto.

Desentendimento entre os dirigentes da BM&F, uma das principais equipes do país, e a direção do complexo do Ibirapuera também pode vir a gerar polêmicas no futuro.

Em 2002, a BM&F e o governo do Estado acertaram acordo. A equipe deveria arcar com a reforma da pista e com a construção de um alojamento para, em contrapartida, utilizar a área. O piso foi trocado, mas não foi criado o alojamento.

"Por uma série de razões, nunca nos foi oferecido o local para construir o alojamento. Depois, nos foi apresentado um outro projeto do Estado, com custo seis vezes maior. Não foi viabilizado. O contrato ficou com a pendência", diz Sérgio Coutinho, diretor da BM&F.

Para tentar quitar a dívida, a direção do time ofereceu a verba do alojamento para uma nova reforma da pista.

"Legalmente, não se pode alterar [a verba] para a reforma da pista. A Procuradoria já deu parecer contrário a isso", disse Anastasi. "Hoje, a gente só empresta o espaço para a BM&F treinar, e isso não vai mudar."

O único ponto com que todos concordam é a necessidade da reforma na pista. "É público e notório que o piso está desgastado. O local é utilizado por cerca de 400 atletas toda semana. Isso já há seis anos. Não temos a condição ideal para um grande torneio", disse Fernandes, o presidente da federação de SP.

"Na Guatemala, por exemplo, você encontra quatro estádios de nível, sendo que o país não tem atletas bem colocados no ranking", completou ele.

FONTE: www.folha.uol.com.br



segunda-feira, 20 de julho de 2009

Classificação indicativa faz Globo cortar nudez de novelas

20/07/2009
Classificação indicativa faz Globo cortar nudez de novelas Em "Celebridade", no final de 2003, Juliana Paes mostrou os seios logo no primeiro capítulo. Depois, exibiu o bumbum. Na mesma novela, Deborah Secco fez topless. Em "Páginas da Vida", em 2006, Ana Paula Arósio fez striptease na noite de núpcias de sua personagem.Cenas como essas sumiram das últimas novelas das oito da Globo. E não vão retornar em "Viver a Vida", a próxima do horário, de Manoel Carlos, um velho adepto da nudez para levantar a audiência."Hoje a classificação indicativa está muito mais rígida", justifica Octavio Florisbal, diretor-geral da Globo, sobre o recato das produções da casa.O executivo aponta ainda mais dois motivos: a adoção de um manual de princípios e valores e a rejeição dos emergentes evangélicos -que hoje têm a opção de trocar as novelas da Globo pelas da Record. "As pesquisas mostram que parte do público é refratário a alguns excessos", afirma Florisbal.A classificação indicativa, também apontada por autores de novelas como "a nova censura", é a ferramenta pela qual o Ministério da Justiça determina o que é adequado ou não para determinado horário. Cenas de nudez, pelo manual do ministério, só depois das 22h.Pelas regras em vigor desde 2007, são as próprias emissoras que estipulam a classificação indicativa de suas obras, mas uma equipe do ministério assiste à programação da TV aberta e reclassifica os programas quando julga necessário.

FONTE: http://www.folha.uol.com.br

Juiz proíbe que Simão fale de Juliana Paes

17/07/2009
da Folha de S.Paulo

O juiz João Paulo Capanema de Souza, do 24º Juizado Especial Cível do Rio de Janeiro, determinou que o colunista José Simão, da Folha, se abstenha de fazer referências à atriz Juliana Paes, confundindo-a com a personagem "Maya", da novela "Caminho das Índias", da Rede Globo, sob pena de multa de R$ 10 mil por nota veiculada nos meios de comunicação.
A atriz moveu duas ações de indenização, uma contra o jornal e outra contra o colunista. Ela alega que Simão "vem publicando reiteradamente nos meios de comunicação em que atua, sobretudo eletrônicos (internet), textos que têm ultrapassado os limites da ficção experimentada pela personagem e repercutido sobre a honra e moral da atriz e mulher e sua família".
Anteriormente, a atriz havia ajuizado ação só contra a Folha na 4ª Vara Cível do Rio de Janeiro, mas não obteve a medida liminar. No último dia 6, o juiz Carlos Alfredo Flores da Cunha indeferiu o pedido.
Segundo Flores da Cunha, "atriz famosa, a autora será alvo de comentários e críticas, isto é inevitável. E não é possível, de antemão distinguir o que é mera informação, crítica jornalística, comentário irrelevante, ofensa etc. Tratando-se, portanto, de matéria controvertida, desacolho o pleito de antecipação de tutela".
Ao conceder a antecipação de tutela, o juiz Capanema de Souza disse não ver "ofensa ou aspecto pejorativo" nas considerações do colunista "sobre a "poupança" da atriz ou sobre o fato de sua bunda ser grande", já que "sua imagem esteve e está à disposição de quem quisesse e ainda queira ver", e qualificá-la "nos limites do tolerável".
Mas considerou que o colunista ofendeu "a moral da mulher Juliana Couto Paes, seu marido, sua família", ao "jogar com a palavra "casta" e dizer que Juliana "não é nada casta"."
José Simão diz que tomou conhecimento das ações ao ler a coluna do jornalista Ancelmo Gois, na edição desta quinta-feira no jornal "O Globo".
"É censura. A pessoa não pode determinar quando e o que falar dela. Isso tolhe totalmente a liberdade de expressão", afirmou. "Na hora em que estava escrevendo, achava que estava elogiando a atriz. Não quero me retratar", disse Simão.
Segundo o colunista, "a imagem que Juliana Paes passa para o Brasil é que ela é a "gostosa", e que todo homem fica "babando". Não vejo por que o termo "casta" ofende uma mulher moderna, liberada, atriz da Globo. Para mim, casta é pudica, e eu não admiro pessoas castas. É coisa medieval", afirmou.
As advogadas Taís Gasparian e Mônica Galvão, que representam a Folha, consideram que a decisão do juiz Capanema de Souza "trata o humor como ilícito e, no fim das contas, é a mesma coisa que censura".

FONTE: http://www.folha.uol.com.br

Senadores apresentam pedido de censura a Lula por chamar oposição de pizzaiola

16/07/2009
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser alvo de um voto de censura do Senado. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) apresentou nesta quinta-feira um requerimento pedindo que o Senado aprove um ato de censura à declaração do presidente chamando os senadores da oposição de "pizzaiolos". O documento é assinado por outros 11 parlamentares de governo e oposição.
Para a censura ser confirmada, é preciso que a proposta seja aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e depois pelo plenário. Segundo Buarque, o presidente Lula fere a Constituição ao desrespeitar a independência dos Poderes. "O presidente não tem o direito de fazer isso. O Legislativo é um poder equivalente ao Executivo e merece respeito. Não podemos aceitar essa maneira desrespeitosa que o presidente Lula trata o Senado", disse.
Apesar de repreender a postura do presidente, o pedetista acusou Lula e seus aliados de serem "pizzaiolos". "Não vou dizer quem são, mas são aliados do presidente. Tem alguns sim, mas a Casa não. Os outros até podem dizer isso, mas o presidente Lula não. A imprensa tem direito, mas o presidente não, porque ofende outro Poder. O presidente precisa ter noção de que deseduca o país com atitudes como essa", disse.
Buarque disse ainda que o presidente não pode falar de pizzaiolos, porque pretende fazer uma grande pizza com a CPI da Petrobras. "Agora, como ele pode dizer isso se os pizzaiolos são os aliados dele que não querem deixar a gente apurar as irregularidades aqui e fazer uma grande pizza da CPI da Petrobras. Há intenção de o governo usar a força para não deixar investigar as denúncias", afirmou.
Os senadores Jefferson Praia (PDT-AM), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Mão Santa (PMDB-PI), que estavam no plenário, também condenaram as declarações do presidente. "Estamos querendo oficializar a nossa indignação a declaração do presidente que ofendeu ao Parlamento brasileiro", disse Mozarildo.
O vice-líder do governo, Gim Argello (PTB-DF), tentou minimizar a declaração e pediu desculpas em nome do presidente Lula. "É um exagero esse pedido de censura. O presidente Lula fala com o linguajar popular e não quis ofender ninguém", disse.
Ontem, questionado se a CPI da Petrobras acabaria "em pizza", o presidente Lula acusou a oposição de "gritar" enquanto ele trabalha e chamou os senadores de "bons pizzaiolos".
Em resposta, o Senado rejeitou a recondução do diretor da ANA (Agência Nacional de Águas), Bruno Pagnoccheschi. Para contornar a situação, governistas adiaram para agosto a apreciação de outras indicações. Vários parlamentares da oposição usaram a tribuna para afirmar que a grande pizzaria do país é Planalto.

FONTE: http://www.folha.uol.com.br

Canal russo censura episódio de "South Park" com Vladimir Putin

13/07/2009
da Associated Press

O canal russo 2X2 cortou trechos de um episódio da série de animação "South Park" em que o primeiro ministro da Rússia, Vladimir Putin, é alvo de piadas dos personagens.
Segundo um porta voz do canal, o episódio que foi ao ar na quinta-feira, 9, mostrou Putin como um líder desesperado e ganancioso.
O porta-voz do canal, Andrei Andreyev, disse que o episódio censurado já foi ao ar em outras três ocasiões neste ano, mas se negou a explicar os motivos que levaram aos cortes das cenas.
A decisão causou muita discussão nos blogs do país, embora não seja possível definir se o corte foi decidido pelo próprio canal ou por autoridades do governo russo.

FONTE
: http://www.folha.uol.com.br