terça-feira, 31 de março de 2009

Governo da Índia cogita censura do Google Earth para evitar atentados



Google Earth deve ser censurado na Índia, a fim de coibir atentados terroristas, diz governo









10/03/2009

da Efe, em Nova Déli

O governo do Estado indiano de Maharashtra anunciou nesta terça-feira (10) que pretende censurar o software Google Earth para evitar ataques terroristas como o que matou 179 pessoas em novembro na capital, Mumbai, de acordo com a agência indiana "Ians".
Segundo o vice-ministro do Interior de Maharashtra, Naseem Khan, as autoridades regionais enviarão uma proposta ao governo central indiano e às agências de inteligência para aplicar esta medida "o mais rápido possível."
O estado de Maharashtra vai procurar medidas legais que permitam censurar as imagens de locais vulneráveis a ataques mostrados por esta ferramenta do Google --que, por sua vez, oferece imagens por satélite, mapas e busca geográfica.
O vice-ministro destacou que as autoridades estão preocupadas, desde quando souberam que o comando terrorista que atacou o sul da capital financeira da Índia usou imagens do Google Earth.
Khan afirmou que há cerca de 20 locais que podem ser atacados em Mumbai. Maharashtra e o restante do país podem ser observados com facilidade nos mapas dessa ferramenta.
"Queremos que pelo menos os locais mais visados, como instalações militares, sedes do governo, Câmaras Legislativas, locais de culto, zonas portuárias, píeres e locais semelhantes desapareçam dos mapas por satélite", disse Khan.
FONTE: http://www.folha.uol.com.br/

Autoridades de Londres mandam apagar mural de Banksy

















06/03/2009

da Efe, em Londres


Um famoso mural de sete metros de altura do artista de rua britânico conhecido como Bansky terá que ser retirado de uma agência dos Correios de Londres por se tratar de A obra de arte, pintada sobre uma parede externa do prédio, mostra um policial acompanhado de um cachorro tirando fotos de um garoto que, em cima de uma escada, picha em letras garrafais brancas a frase "One nation under CCTV" (Uma nação sob câmeras de vigilância, em tradução livre).
Em outubro do ano passado, as autoridades do distrito de Westminster City decidiram que o mural, feito sobre uma parede nua, teria que ser retirado por desrespeitar a lei.
Sobre a retirada da obra, Robert Davis, representante do distrito, disse: "Aprovar este grafite --porque o consideramos um grafite-- é aprovar os outros grafites que se veem rabiscados pelo resto da cidade".
Ainda há chances de o mural de Banksy não ser apagado, mas nesse caso o Serviço Postal teria que cobri-lo em respeito às normas do distrito de Westminster City.
Um porta-voz dos Correios declarou à imprensa que, "infelizmente, as autoridades do distrito disseram que é preciso retirar ou cobrir o mural".
Por isso, enquanto uma decisão definitiva não é tomada, um andaime foi instalado para cobrir o desenho.
Banksy é o pseudônimo de um popular artista de rua do Reino Unido. A única informação que se tem sobre ele é que nasceu no sul da Inglaterra em 1974.
FONTE: http://www.folha.uol.com.br/



Planalto entrega últimos documentos militares ao Arquivo Nacional

05/03/2009

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Jorge Félix (Segurança Institucional) entregou nesta quinta-feira à direção do Arquivo Nacional os últimos documentos relativos aos períodos de 1934 a 1988 que estavam sob responsabilidade do governo federal. Mas Félix admitiu que alguns trechos das nove atas foram vetados com tarjas colocadas sobre frases inteiras. Segundo ele, a censura foi feita apenas porque nos trechos havia referências jocosas a autoridades e governos estrangeiros.
"Temos de tomar cuidado para não ofender vizinhos só porque alguém em um momento de descontração falou algo", disse Félix, negando que as "tarjas" colocadas sobre algumas frases expostas nas atas sejam censura. "Nós estamos protegendo um país chamado Brasil. Se alguma coisa pode causar constrangimento, nós estamos protegendo."
O ministro negou que tenha ocorrido censura por parte do governo a alguns trechos do material entregue ao arquivo. "A tarja [colocada sobre as frases] não é importante", disse ele. "Seria uma grosseria deixarmos essas coisas transparecerem. São referências jocosas [a autoridades e governos estrangeiros]."
Nas nove atas, há referências à segunda guerra mundial, à política externa brasileira e às ordens de cassações realizadas durante o governo militar --1964 a 1988. De acordo com o ministro, todos os nomes, cargos, funções e detalhes pessoais foram preservados sem eliminação de dados nem censura.
Félix entregou as nove atas ao diretor-geral do arquivo, Jaime Antunes da Silva, depois que os documentos foram analisados por representantes de vários setores do governo federal. Nos documentos até os anos 40, as anotações foram feitas à mão. A partir dos anos 50, os relatos passaram a ser realizados à máquina de escrever.
O diretor do arquivo afirmou que pretende concluir o trabalho de digitalização das atas em no máximo uma semana. Pelos cálculos dele, são 3.000 páginas com frente e verso. Uma das dificuldades é que os documentos estão encadernados e, portanto, não podem ter as páginas retiradas.
No entanto, Antunes da Silva afirmou que todo o conteúdo contido nas nove atas está à disposição dos interessados em meio digital a partir da página do Arquivo Nacional na internet (www.arquivonacional.gov.br). "Esses filhos que saem daqui serão muito bem cuidados. A memória não é estática, ela se constrói e reconstrói", disse ele.

Pequim proíbe shows do Oasis por líder ter defendido independência do Tibete

Quarta-Feira, 04 de Março de 2009

Cláudia Trevisan, PEQUIM


A banda britânica Oasis afirmou ontem que o governo chinês ordenou o cancelamento de suas duas apresentações na China porque o líder do grupo, Noel Gallagher, apresentou-se em um concerto pela independência do Tibete 12 anos atrás. Os shows estavam programados para os dias 3 e 5 de abril, em Pequim e Xangai.As autoridades chinesas endureceram sua política em relação a artistas estrangeiros desde que a islandesa Bjork gritou "Tibete!" depois de cantar a música Declare Independence, em um show na cidade de Xangai no ano passado.INGRESSOSOs ingressos para as apresentações do Oasis estavam à venda desde 9 de fevereiro e os mais baratos esgotaram-se no primeiro dia, quando foram vendidas 2 mil entradas. De acordo com nota divulgada no site do Oasis, representantes da banda foram informados no sábado da decisão do governo de Pequim. "A ação das autoridades chinesas ao cancelar esses shows marca uma reversão de sua decisão em relação à banda, a qual deixou tanto o Oasis quanto os promotores [DO SHOW]desnorteados", diz o texto. Ontem, o site da banda estava inacessível na China, bloqueado pela censura. O mesmo ocorreu com vários posts na internet de chineses que protestavam contra o cancelamento dos shows. Oficialmente, o promotor chinês dos concertos afirma que a decisão foi motivada pela crise econômica. A tensão em torno da questão tibetana está em alta na China, com a aproximação do 10 de março, data que marcará os 50 anos do fracassado levante contra Pequim que levou ao exílio do dalai-lama da Índia. No dia 14, completará um ano do início dos mais violentos protestos contra a China em duas décadas, que começaram em Lhasa, capital do Tibete, e se espalharam por províncias vizinhas habitadas por tibetanos.A nota do Oasis afirma que as autoridades chinesas só descobriram recentemente que Gallagher participou de um concerto cujo tema era Tibete Livre. Por isso, concluíram agora que seria "impróprio" a banda apresentar-se diante de "seus fãs", ressalta o texto.

FONTE: www.estadao.com.br

segunda-feira, 30 de março de 2009

A polêmica dos municipais cariocas

Quinta-Feira, 05 de Março de 2009
Jandira Feghali, secretária de Cultura do Rio, agita classe teatral ao criar comissão para definir peças que ocuparão cada espaço
Roberta Pennafort
A criação de uma comissão julgadora para escolher peças a serem encenadas nos teatros da Prefeitura do Rio vem provocando grande discussão entre a classe artística e a nova secretária municipal de Cultura do Rio, Jandira Feghali. De um lado, os artistas bradam que a iniciativa vai burocratizar o processo de produção. E mais: ideologizá-lo, criando um ambiente propício à censura. Já Jandira sustenta que se trata de uma forma de democratizar o acesso dos proponentes aos teatros, além de permitir que a secretaria tenha uma visão global da rede, o que permitirá sua ocupação de modo mais eficiente.Até então, quem quisesse montar uma peça num dos sete teatros da rede municipal entregava seu projeto ao diretor de um deles e cruzava os dedos para ser aceito. Com as mudanças anunciadas pela secretária, tudo mudou: as propostas têm de seguir diretamente à Secretaria, que criou a comissão para analisá-las. O diretor do teatro, agora chamado de diretor-residente, com mandato de apenas um ano, terá voz, mas será apenas uma das vozes.Nas próximas semanas, a Secretaria espera pôr na rua os editais de seleção dos diretores-residentes. A discussão começou bem antes, no início da gestão de Jandira. A secretária deixou artistas em polvorosa ao dizer que os teatros eram tratados como "feudos", em que cada diretor fazia o que bem quisesse. Agora, ela tem de lidar com as acusações de "dirigismo" de parte da classe, que desconfia que a comissão poderá usar critérios ideológicos na hora de escolher as peças que serão apresentadas.Jandira já se reuniu com representantes da classe, contemporizou e explicou que quem errou foi a gestão anterior, que deixou os teatros ao deus-dará, abrindo brechas para "decisões entre amigos", expressão usada pelo subsecretário de Gestão, Randal Farah. Segundo Jandira, valia o "cada um por si", o que, para ela, não pode continuar. Apesar dos panos quentes, o temor continua. "A impressão que eu tenho é que se quer complicar o processo, burocratizar, centralizar. Ninguém vai descobrir o ovo de colombo", diz a atriz Soraya Ravenle, que já passou com suas peças por vários dos palcos da rede municipal. A "complicação" a que Soraya se refere é justamente a criação da comissão, formada por Ana Luisa Lima, coordenadora da rede de teatros; Claudia Zarvos, gerente de artes visuais; Celina Sodré, de artes cênicas; Samuel Araújo, de música, e mais dois consultores: Antonio Pedro (ator e diretor) e Carmen Luz (dança). Eles vão definir, junto com os diretores-residentes (ou companhias-residentes, outra possibilidade aberta pela secretaria), quais espetáculos serão financiados e, enfim, encenados. Escolhido em concurso público, o diretor ou companhia residente poderá montar suas próprias peças ou de convidados, mas, para tanto, precisará chegar a um acordo com a comissão. É o fim da era em que os projetos sequer passavam pela Secretaria. A chegada dos novos gestores deve ocorrer a partir de maio - até lá, as propostas deverão ser mandadas à prefeitura para análise, e o que já estava programado segue em cartaz.Domingos Oliveira desqualifica a comissão: "Eu tenho mais condições de falar de teatro do que qualquer comissão da prefeitura", manifesta-se o ex-diretor do Teatro do Planetário, e com 55 anos de coxia em coxia, tendo lotado plateias com Todo Mundo tem Problemas Sexuais, Amores e Separações. "O que eu vejo é a Prefeitura querer mandar em coisas sobre as quais não entende. Se me pagarem para construir um edifício, eu construo, mas ele cai depois." O advento da comissão foi criticada também com veemência pela crítica de teatro do jornal O Globo e renomada tradutora de textos teatrais Barbara Heliodora. Ela publicou um artigo em que diz acreditar que as novas medidas visem ao "controle ideológico de toda atividade artística e cultural", tal qual na União Soviética e na China comunistas. "A ingerência do Estado na criação artística e em qualquer atividade cultural é fatal: seu único objetivo é alimentar o público com chavões ideológicos e cortar qualquer possibilidade de obras imaginativas e/o realmente reflexivas", escreveu. Jandira - que concorreu à Prefeitura do Rio no ano passado pelo PCdoB - rebate; acha que está sendo mal interpretada. "O que nós vamos fazer é uma seleção pública, que não é para interferir em conteúdo, nem em criação e muito menos fazer censura, que não é nosso papel", explicou. "Queremos dar oportunidade a todo mundo de apresentar seus projetos. Para garantir a diversidade, a pluralidade
FONTE: www.estadao.com.br

"Censura total no Irã é inviável", diz cineasta

18/02/2009

RAUL JUSTE LORES
enviado especial da Folha de S. Paulo a Teerã


Considerado o cineasta mais político e crítico do Irã, Jafar Panahi, 48, está há quatro anos sem filmar. "Desde que Ahmadinejad chegou ao poder, não consigo aprovação da censura para meus roteiros", diz.
Só seu primeiro filme, "O Balão Branco" (1995), premiado em Cannes, foi exibido no país --os demais foram proibidos. Ao fazer um drama vigoroso sobre os maus-tratos às mulheres iranianas em "O Círculo" (2000), que ganhou o Leão de Ouro em Veneza, virou o cineasta maldito do regime.
Ele lutou na Guerra Irã-Iraque como soldado, foi assistente de Abbas Kiarostami em "Através das Oliveiras", e tem uma coleção de prêmios --Leopardo de Ouro em Locarno por "O Espelho" (1997) e Urso de Prata em Berlim por "Fora do Jogo - Offside" (2006).
Neste último, ele enfoca garotas que se vestem de homens para poder assistir a um jogo de futebol (mulheres são proibidas de frequentar a estádios).
Panahi já esteve três vezes no Brasil, onde todos seus filmes foram exibidos. Ele recebeu a Folha em seu apartamento em Teerã, enquanto assistia à nova temporada de "24 Horas". "Já que não me deixam filmar, assisto a seriados americanos". Leia trechos da entrevista.
Censura e Ahmadinejad

"Desde que Ahmadinejad chegou ao poder [em 2005] não consigo filmar. Há quatro anos não tenho autorização. Todas as minhas ideias e roteiros são rejeitados pelo governo. Sem permissão, você não filma. Os cinemas só exibem o que o governo deixa, e os sete canais de TV são estatais. É um monopólio. Mas não foi só o cinema que piorou com Ahmadinejad, muitas outras coisas pioraram."

Sistema ideologizado

"Não faço cinema político, faço cinema social. O filme político diz quem é bom e quem é ruim, como os partidos políticos. Quem concorda com eles é bom, quem discorda é ruim. O problema é que tudo faço aqui é visto como político. Em um sistema tão ideologizado, se você não concorda com eles, não frequenta os eventos do governo, você vira político. No cinema social, não tem preto, branco, tem cinza."
Filmes com crianças

"Todos os meus filmes foram proibidos no Irã, com exceção de "O Balão Branco". Mesmo antes da Revolução Islâmica, cineastas driblavam a censura fazendo filmes com crianças. A censura não dá bola para filmes com crianças. Mas eles falam de temas adultos. São "com" crianças, não para crianças."
Mulheres e limites
"Decidi não voltar a filmar com crianças em "O Círculo". Gosto de falar de limites, obstáculos, então era natural fazer um filme sobre as mulheres iranianas. Causou muita polêmica, todos os jornais estatais me atacaram. O governo queria que eu cortasse 18 minutos de cenas "inconvenientes" e não aceitei. A partir daí, meus filmes não puderam ser exibidos nos cinemas daqui.'
Parabólicas piratas
"Os iranianos acabam vendo meus filmes pelas cópias piratas, a US$ 1, que são vendidas em todo o canto. Apesar de proibidas, eu diria que 90% dos iranianos têm parabólicas hoje, dos mais ricos aos mais pobres. Todo o mundo vê canais internacionais de televisão, o controle da informação ficou difícil. O governo teria que prender o país inteiro."
Revolução errada
"Jovens não poderiam ser jovens pela lei do Irã --tudo é tão surreal que para onde você olhe, há ideia de um novo filme. Sou otimista com a nova juventude, que não aceita certas imposições do governo e as está driblando. Minha geração fez a revolução, ajudamos a derrubar o xá, mas logo percebemos que essa revolução estava errada. Saímos de um regime sem democracia para outro. Não mudou o fundo. A nova geração não quer mais revolução."
Exílio e comércio
"Muitos cineastas imigraram, alguns estão fazendo outras coisas. Recebi uma proposta de Hollywood. Talvez aceite. Hoje, no Irã, há um ou dois filmes bons por ano, aprovados pelo governo. Mas 99% do cinema iraniano é comercial. Divide-se em dois tipos: garota sofrida se apaixona por garoto, passam por desencontros e terminam juntos. Ou homem casado conhece outra e fica com duas esposas. Tudo sem beijo."

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br

Pequim quer criar lista negra de jornalistas chineses

13/02/2009

da Folha Online

O governo chinês planeja criar uma lista negra de jornalistas do país que não cumpram as regras de reportagem, afirmou a mídia estatal chinesa nesta sexta-feira, acrescentando que uma série de controles serão usados para restringir o trabalho da mídia nacional.
Segundo um comunicado da agência chinesa que controla a mídia nacional, a lista servirá para "estabelecer um banco de dados de profissionais da mídia com registro ruim".
A agência afirmou ainda que os repórteres que violarem as regras ou leis terão suas credenciais de imprensa retirados. "Seus nomes entrarão na lista e eles serão restringidos de trabalhar como repórteres ou editores", disse Li Dongdong, vice-diretora da Administração Geral de Imprensa e Publicações.
A lista de jornalistas está entre uma série de regulamentações propostas para ampliar a supervisão do governo da cobertura das notícias, disse Li. Entre as medidas está revisões mais restrititvas dos crachás de impreensa, que permitem a entrada de uiornalistas em eventos e entrevistas coletivas, e qualificação padrão de editores de jornais e revistas.
Li afirmou ainda que as medidas são necessárias para "evitar relatos falsos".
A imprensa estatal chinesa é alvo de grande controle do governo e muitas vezes de censura. Assuntos que podem soar negativos sobre o governo ou originar debate político são vetados da imprensa chinesa --como o discursos de posse do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, censurado ao falar sobre as nações comunistas.
As medidas não se aplicam a jornalistas estrangeiros que trabalham na China, cujo controle é feito pelo Ministério de Relações Exteriores. Cidadãos chineses, contudo, são proibidos de trabalhar como jornalistas para mídia estrangeira.
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br